quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A Felicidade

Há umas semanas, alguém me disse que eu era meio-feliz.
Vindo de quem veio não me deveria merecer muito crédito visto que quem o afirmou foi alguém que não me conhece muito bem, mas...resolvi pensar nisso.

O primeiro passo foi pensar no que é realmente a felicidade...é certo que varia de pessoa para pessoa, mas...para mim...o que considero eu ser a felicidade? Sou feliz?

Existem tantos factores a considerar...
Considero eu que os bens materiais me dão felicidade? Claramente não, porque se considerasse não dava tudo o que tenho em prol dos outros.
O Amor é importante? Sem dúvida que sim.
Ter paixão é importante? Sem dúvida que sim.
Equilíbrio na vida? Sem dúvida que sim.

Relativamente ao primeiro ponto, realmente os bens materiais por si só não me trazem qualquer tipo de felicidade. Aquilo que me dá felicidade é a forma como os consigo. O que me dá felicidade é poder trabalhar e saber que o resultado do meu trabalho é a consequência da forma como me empenho ou comprometo.

O trabalho permite-me possuir bens materiais ou, no meu caso particular, permite-me que possa dar mais a quem amo ou quero.
O trabalho traz-me felicidade e entendo muito bem o que é não o ter.

Relativamente ao Amor...não há maior manifestação de Amor que o olhar de uma criança. O olhar de uma criança não mente, não dissimula e nada, mas mesmo nada, me enche mais o coração do que o último olhar da noite, antes de dormir, ou o primeiro olhar da manhã, ao acordar. É sem dúvida uma das melhores emoções que se pode ter na vida e só não o vê quem por algum motivo ou outro, não tenha essa possibilidade ou não o queira ver...mas aos segundos, apenas digo: Ohhh pobres de espírito...

Quanto à paixão, considero-a um dos sentimentos mais importantes da vida...e dos mais perigosos também...primeiro temos de estar conscientes que todas as paixões morrem...e quando morrem ou existe algo mais consistente por trás ou ficamos com um vazio difícil de preencher...é a paixão que nos faz cometer loucuras, que nos faz querer mudar...mas é um sentimento avassalador...quando estamos sob a sua influência corremos o risco de perder o norte...às vezes é positivo, noutras nem tanto...

Relativamente aos sentimentos anteriores é tão difícil manter o equilíbrio...é este que nos faz seguir em frente, que nos permite dosear a paixão com o realismo, que nos permite discernir o que é o amor e por quem o temos, a quem nos entregamos e quem merece que façamos feliz.
É o equilíbrio que nos permite ver que a nossa liberdade existe para que a liberdade dos outros não seja posta em causa.

E sim, eu gosto do meu trabalho e gosto do que ele me proporciona. Gosto das perspectivas que se avizinham que me permitirão dar mais àqueles que amo.
E sim, eu amo e sou amado.
E sim, eu estou apaixonado.
E sim, vivo um particular momento de equilíbrio na minha vida.

Por tudo isto, sou Feliz.
A questão é: e vocês? São-no? E tu? És?

Abraço a todos,

David

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